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a vida contínua exigência continua
a destruição
de si deriva em construção
permanência nos poucos blocos nos troços nos toscos espaços
obscuros tópos
troças? roças!
topas?
trocas
cordões de fumaça cabulosa
da erupção do mundo inferior mundo submundo
mundo subterrâneo mudo subcutâneo
infravermelho
no céu de bruma da sensibilidade:
a invisibilidade
…e o esquecimento
a opacidade da visão resguarda as estrelas da devassidão dos desejos
dos destinos horóspicos hóspicos hospitaleiros hospedar inóspitos citadinos e morais
prescrever enlouquecer
- refletindo no céu da imaginação o vapor do corpo
o suor e o desodor
nebulosas e nebulares como fogos como fatos como eletricidade magmática energia
relampejando o ensimesmamento na fantasia de si mesmo como o céu como a terra
aberra e berra beira a dança a boca cheia de terra…
a imobilidade
em um carrossel de fogo virtuoso
e luz
lúdica brinca trinca remoendo redemoinhos espiralando transcendendo
lúbrica
nascendo como fetos férteis vértices vórtices vertigens no horizonte
da montanha precipícios e vales arborescentes crescendo no nada:
salto e vôo
pássaros!
como pássaros
no almoço embriagados em laranja e hormônio
escarificando sinais nas rochas nas camadas do mundo sem mais
grandeza em brusca busca de brechas vãos e miudezas
encontros
certezas hierarquias desorganizadas que se infiltram como chuva guarani crendo poros
poder reservar mananciais poder evaporar poder retornar em ciclo
perdendo-se em todos os estado trânsitos tântricos tanto ou mai imagino o começo do fim necessário e dolorido
ou nunca mais
nada mais
nada demais
desenhar no vapor dos corpos os corpos em vapor voláteis destinos em trânsito
sendo o risco o texto arrisco arisco sentido pelo corpo todo arrepio cores amores odores indômitos vapor vapor temor colunas eriçadas paliçadas derrubadas:
tubulões gabiões
e pontes
ah… pontes!
enfim o esquecimento na sobriedade
e o rio de Goethe e Schubert fluindo serpenteando sempre na luz da lua na vazante errante
estética
a vida contínua exigência continua
a destruição
de si: deriva em construção
Euler Sandeville Junior, São Paulo, 08/01/2010, 12:00 (09/01) a 01:57
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uma bolinha vinha rolando pela fronteira dos olhares
você a conhece?
você a conhece?
você a conhece!
nunca a vi antes
como confiar numa bolinha sem classificação?
sem passport
sem descrição
vamos extraditá-la
mas é só uma bolinha!
nunca se sabe quando virará uma bola de neve meu caro…
e a bolinha era como a bolinha do carimbo
e a rubrica sobre rubrica pudica ordem do mundo das gavetas
e as gavetas conversavam todas ao mesmo tempo, um longo tempo
sem ação
Euler Sandeville Junior, São Paulo, 04/01/2010, 00:37
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