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Arquivo da categoria ‘poesia 2009’

poesia 10

fosse suficiente seu corpo seduzir-me sem entregar-se a alma seria então suficiente roubar-me do ânimo a certeza que não possui será a sua beleza o fato que se liberta só quando de verdade se consome Euler Sandeville Junior, São Paulo, 16/01/2009, 02:36

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poesia 9

olhar vazios celestes palavras brotam e tatuam no corpo gírias caminhos em que desbravas almas vestes vazios palavras olhares se dizem como se não se importassem Euler Sandeville Junior, São Paulo, 16/01/2009, 02:30

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poesia 8

dar voltas sobre pesadelos dar formas a revoltas dizer agora que rumos as naus ao acaso descobrem e por tão pouco se perdem em navegação de medos que suscitam os horizontes prometidos Euler Sandeville Junior, São Paulo, 16/01/2009, 02:26

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poesia 7

incorrigível trepadeira na parede escolhe o caminho se soubesse estar a riscar um mapa de cal testemunharia no movimento livre a sina dos ramos que se podarão Euler Sandeville Junior, São Paulo, 16/01/2009, 02:21

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poesia 6

meu doce amor sei que não vejo senão partículas em suspensão e beijos fissuras evanescentes na pele tessituras de suor e calma que a tudo o que incandesce consomem cinzas ardem ainda formas mundos que não se podem reter na dissolução da chuva verdades fervem no desejo de serem arrastadas como se a testar poder [...]

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poesia 5

lua lua lua halo de luz limites invisíveis no escuro da noite alguém tateia sombras quem não acorda senão no esquecimento de uma leve sensação? marés marés marés pensamentos nos lavam e salgam como ritmos que sempre voltam na praia longínqua mudanças imperceptíveis se entrelaçam nuvens que se movem para sempre no mesmo lugar para [...]

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poesia 4

olhei sombras persistente no silêncio e uma estrela única entorpeci-me em impossíveis incompreensíveis na multidão mensagens sono e distração ilusões que pensei pudesse banir pulsam em meu coração gerando um coração que em mim desconheço Euler Sandeville Junior, São Paulo, 16/01/2009 1:21

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poesia 3

vejo a sombra das árvores nas paredes ônibus passam rápido com bancos sonolentos verde vermelho verde vermelho amarelo! carros de vidro escuro passam como se estivessem vazios como as paredes dos quartos que vejo pelas janelas guardiãs emudecidas da beleza errante de matéria dura rasgada da natureza guardam em silêncio vidas que passam garrafas de [...]

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poesia 2

um dia sem névoa um sonho sem imagens o mago e seus horrores por todos os elementos derrama-se e não encontra senão o impossível que o acalma quando se promete mas se desfaz em suas trevas que turvam a visão uma vida sem trégua senão quando da montanha sabe que perto esteve e sem paz [...]

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poesia 1

Com toda a força que não posso Caminho jornadas que não devo Com toda a blindagem que escondo e forço Derreto a alma no impossível de um beijo de único amor Que é lembrança Do que em mim arde Primeiro Arde o ardor que inquieta sem consciência da intensa dor Aos que lêem vivendo o [...]

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